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Inúmeras vezes fomos testemunhas de como o perdão aos inimigos desencadeia a ação salvífica de Deus. A oração que o Senhor nos ensinou diz claramente: “Perdoa-nos, como nós perdoamos” (Mt  6,12). Outros textos também assim o afirmam.

Por outro lado, quase todas as vezes que Jesus promete a eficácia da oração e a resposta a nossas petições, condiciona-as ao perdão (Mt 18,24; Mc 11,25).

Muitos pensam que perdoar é perder, e não percebem que é ganhar, porque nos liberta de nossos ódios e ressentimentos, nos assemelha a Jesus, que amou e perdoou a seus inimigos, e nos abre ao perdão e à graça de Deus. O testemunho seguinte assim o demostra:

Uma vez senti que o Senhor estava me pedindo para perdoar uma pessoa que me havia feito mal. Como eu não estava disposto a renunciar à vingança, resisti e apresentei a seguinte desculpa:

_ Senhor, para que queres que ore por ela, se, de todas as maneiras, tu és tão bom que a abençoarás mesmo que eu não o peça?

E uma voz claramente me respondeu:

_ Seu bobo, não vês que ao orar por ela o primeiro a ser curado és tu?

Perdoar é ressuscitar em nós a nova vida trazida por Jesus. Perdoar é pedir perdão, é como um relâmpago que anuncia uma chuva fecunda. O testemunho de Evaristo assim o demonstra:

“Desde muito pequeno, sérios problemas com meu pai me obrigaram a sair de casa. Eu pensava que o tempo curaria todas essas amargas lembranças de minha infância, mas não foi assim. Vivi sempre carregando minha história dolorosa. Deus me concedeu a graça de conhecer a Renovação Carismática, pela qual me libertou de muitas amarras, dando forte impulso à minha vida de fé. No entanto, havia algo que me faltava: eu não tinha essa alegria espontânea e natural que via em todas as pessoas na Renovação. Vivia amargurado e aborrecido.

Assim se passaram alguns anos até fevereiro de 1977, quando meu pai caiu gravemente enfermo. Eu sabia que estava diante da última oportunidade de reconciliar-me com ele, mas não tinha forças nem coragem para fazê-lo. No dia 13, enquanto ele agonizava, eu lutava com meu interior, pois sentia que não tinha força para perdoá-lo. Coloquei-me em oração e disse ao Senhor:

_ Eu sozinho não posso Senhor.

Uma voz interior me respondeu muito claramente e me disse:

_ Tu sozinho não podes, mas em meu Nome sim, podes. Tudo é possível ao que crê.

Com a fortaleza do Senhor me aproximei de meu pai e o abracei, perdoando-o de todo o coração. E não só, mas também lhe pedi perdão com lágrimas nos olhos.

O rosto agonizante de meu pai se transfigurou; ou possivelmente o que aconteceu é que eu o via com outros olhos, porque o Senhor me havia transformado. Eu o amava com o coração de Cristo Jesus, e o abraçava com seus braços.

A partir desse dia comecei a entoar um canto novo a nosso Deus, um louvor de alegria que não se esgotou nestes sete anos.

O Senhor me fez ver sua glória graças a essa cura interior por meio do perdão. Agora sou feliz e proclamo alegremente que o Senhor fez em mim maravilhas, e dou testemunho de que tudo posso naquele que me conforta”.

Outro testemunho muito bonito é relatado por Olga G. de Cabrera, da Guatemala:

“Durante dez anos estive sofrendo de intensas dores nas minhas pernas e nos braços, que me foram deformando. Visitei quinze médicos em busca de cura, e um deles me disse que era necessário amputar-me a perna esquerda.

No dia primeiro de maio de 1976 fiquei completamente inválida. Deveria passar o resto de minha vida na cama e na cadeira de rodas que eu odiava tanto.

Sabendo que havia uma missa pelos doentes no ginásio, tomei a determinação de assistir a ela em minha cadeira de rodas. Colocaram-me bem na frente. Quando entrou o cardeal Casariego, deteve-se diante de mim, tomou minhas mãos entre as suas e me disse: ‘O Senhor te ama e hoje vai curar-te!’.

Quando começou a oração de cura interior, chorei muito e perdoei de coração aos que tanto mal me tinham feito. Depois quando o padre Tardif orou pela cura física, eu sentia algo que me empurrava e me dizia: ‘Levanta-te e anda’. Senti primeiro um forte calor, e em seguida um calafrio. Com os olhos cheios de lágrimas me levantei e comecei a andar diante do altar.

O Senhor é tão maravilhoso que me curou física, moral e interiormente. Bendito e louvado seja para sempre seu Santo Nome. Gloria a ti, Senhor, Rei do Universo.”

Fonte: “Jesus Está Vivo” - Emiliano Tardif/ José H. Prado Flores - Cap. 7.4: Ajudas para Cura - Perdão