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A Ave Maria e o Santo Rosário E-mail

Em 1951, Pio XII escrevia na Encíclica Ingruentium malorum: “Não hesitemos afirmar de novo, publicamente, que é grande a esperança que pomos no Santo Rosário para sarar os males que afligem os nossos tempos. Não com a força, não com armas, não com o poder humano, mas com a ajuda divina obtida por meio desta oração, forte como Davi com a sua funda, a Igreja poderá enfrentar impávida o inimigo infernal”. E o Papa João Paulo II escrevia na Carta apostólica Rosarium Virginis Marie:

“A Igreja reconheceu sempre a esta oração uma eficácia especial, confiando-lhe, à sua reza em comum, à sua prática constante, as causas mais difíceis. Em momentos em que a própria cristandade era ameaçada, foi à força desta oração que se atribuiu ter-se evitado o perigo e a Virgem do Rosário foi saudada como propiciadora da salvação” (RVM 39). “Numerosos sinais mostram quanto a Virgem Santa quer, também hoje, praticar, precisamente através desta oração, a solicitude materna a que o Redentor moribundo confiou, na pessoa do discípulo predileto, todos os filhos da Igreja: ‘Mulher, eis aí o teu filho!’ (Jo 19,26). São conhecidas as diversas circunstâncias, nos séculos XIX e XX, nas quais a Mãe de Cristo fez, de algum modo, sentir a sua presença e a sua voz doce exortar o Povo de Deus a esta forma de oração contemplativa. Em particular, desejo recordar, pela incisiva influência que têm na vida dos cristãos e pelo autorizado reconhecimento da Igreja, as aparições de Lourdes e Fátima, cujos respectivos santuários são meta de numerosos peregrinos, em busca de alívio e de esperança.” (RVM 7).

Ainda na Carta apostólica Rosarium Virginis Marie, o Papa João Paulo II alonga-se a demonstrar que o Rosário é simultaneamente contemplação-meditação e súplica. Podemos sintetizar, assim, o aspecto contemplativo-meditativo: a contemplação de Cristo tem em Maria o seu modelo insuperável (cf. RVM 10). Maria vivia com os olhos em Cristo e considerava um tesouro cada uma das palavras (cf. RVM 11). Rezar o Rosário é, tão somente, contemplar com Maria o rosto de Cristo (cf. RVM 3). Nos mistérios do Rosário “sintonizamo-nos” com a recordação e com o olhar de Maria, na contemplação dos acontecimentos da vida do Filho (cf. RVM 11), vistos através do seu coração (cf. RVM 12), e que ela propõe continuamente aos crentes, para que possam libertar toda a sua força salvífica 1 (cf. RVM 11). Passar com Maria através das cenas do Rosário é como frequentar a escola de Maria para ler Cristo, para penetrar nos seus segredos, para compreender a sua mensagem (cf. RVM 14). No percurso espiritual do Rosário, Maria coloca-nos de modo natural na vida de Cristo e faz com que respiremos os seus sentimentos, conformando-nos a Ele, até que Ele esteja formado plenamente em nós. Desse modo, o Rosário torna-se para nós um caminho através do qual, se nos deixarmos educar e plasmar pela ação materna da Virgem Santa, ela persegue o seu fim principal que é de gerar-nos como filhos para o Corpo místico do Filho, e incrementar a sua vida divina em nós (cf. RVM 15).

O aspecto de súplica do Rosário é expresso assim: Maria gera filhos para o Corpo místico do Filho, mediante a intercessão, implorando para eles a efusão do Espírito Santo. A nossa súplica insistente à Mãe de Deus, através da Ave Maria, apoia-se na confiança de que a sua intercessão materna pode tudo no coração do Filho. Enquanto, no Rosário, lhes suplicamos, ela, que é santuário do Espírito Santo (Lc 1,35), põe-se por nós diante do Pai que a cumulou de graça, e do Filho que nasceu do seu ventre, orando conosco e por nós (cf. RVM 16). É este o motivo pelo qual, mediante o Rosário, o crente recebe uma abundância de graça como se fosse das próprias mãos da Mãe do Redentor (cf. RVM 1).

1 Noutra passagem da mesma Carta apostólica João Paulo II precisa: “Os mistérios de Cristo (isto é, os acontecimentos, os episódios de sua vida) também são, em certo sentido, os Mistérios da Mãe, dado que ela está diretamente envolvida neles, pelo próprio fato de que ela vive dele e para Ele. Quando, na Ave Maria, fazemos nossas as palavras do Anjo Gabriel e de Santa Isabel, sentimo-nos levados a procurar sempre novamente em Maria, nos seus braços e no seu coração, o ‘bendito fruto do seu ventre’ (cf. Lc. 1,42)” (RVM 24).

 

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