Orar a própria afetividade

Orar a própria afetividade

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Para que tenhamos nossos afetos ordenados, necessariamente devemos recorrer, não somente aos meios terapeuticos, que é muito recomendável. Mas para nós que queremos fazer um caminho de fé, que nos leva não somente a uma ordem afetiva, mas a um encontro pessoal com o Senhor, que me conhece e tudo sabe de mim. Preciso utilizar as vias ordinárias que a Igreja me recomenda, que são os Sacramentos a Direção espiritual e uma vida assídua e constante de Oração.

Recomendo nestas linhas abaixo, um modelo que pode ser favorável neste percurso de oração. Não é o único, mas seguido de forma coerente e atenciosa, com certeza te favorecerá muitos frutos nesta área.

Para isto siga atentamente os devidos pontos. E boa oração, bom encontro consigo mesmo e com o teu Senhor.

Para iniciar encontre um lugar que seja trânquilo, silencioso e arejado, para que você possa rezar, e desta maneira estar presente no Eterno Presente.

Procure assim entrar em oração pacificando todo o teu ser, corpo, alma, mente e sentidos. Estando sentado ou de joelhos, vá inspirando e expirando calmamente, de modo profundo até sentir a quietude, a serenidade e a paz interior.

Desta forma, se apre¬sente ao teu Senhor na tua realidade e mais profunda verdade, isto é, sem máscaras, assim como você se encontra neste momento: condi¬ções físicas, psíquicas, estado de ânimo, desejos espirituais... e acolha o silêncio, afastan¬do de ti todo temor e inquietação.

Vai  tomando consciência da presença do teu Senhor. Você não está sozinho, ou sozinha. Deus nosso Pai e criador olha para você com amor, desinteressado, Ele te aceita como tu es e te escuta atentamente.
 
Peça ao Espírito Santo que venha estar contigo, que Ele seja o inspirador e o sustento de tuas orações, peça a Ele a graça da oração do coração e a ordem de todos os teus afetos.

Neste momento, procure lembrar de uma imagem, cena ou frase que lhe ajude a entrar neste profundo diálogo com o Senhor. E deixe brotar a petição muito vital que você traz no coração.

Após esses "preâmbulos", tome os se¬guintes "pontos" para o teu diálogo com o Se¬nhor, em um ou vários tempos de oração:

•    Imagine o olhar de Deus sobre tua realidade afetiva

•    Será um olhar de reprovação ou de descon¬fiança?

•    Um olhar de frieza e de desinteresse?
 
•    Ou o olhar de Deus é um olhar de amor e de alegria, como o profeta nos relata (Is 62,5), de misericórdia e compaixão (Lc15,2)?

•    Um olhar de Pai que também é maternal, que res¬peita a tua liberdade e que quer te ajudar a viver em plenitude!

•    Olhe bem para o terreno em que você está pi¬sando!

•    Apresente ao Senhor o teu desejo de buscar esta harmonia interior.

•    Mostre-O as áreas da tua afetividade que mais precisa ser tocada.

•    Peça-O com humildade a graça da cura e o ordenamento afetivo.


Faça a partir de agora tua oração, com as respostas que está surgindo no teu coração.

Examine bem o sentido de tuas relações humanas. Observe se estas relações estão sendo regidas por um claro projeto de vida: seja ela familiar, profissional ou religiosa.

Esse projeto de vida é mesmo um projeto de amor? Você tem conseguido viver esse projeto com paz e alegria, sem interesse pessoal, mesquinho?

Faça tua oração com as respostas que lhe ocorrem.

Atualmente as pessoas ocupam, os primei¬ros lugares na tua afetividade? Você as faz subir ao "podium" do teu afeto? A quem você daria a "medalha" de ouro, de prata e de bronze?

Essas pessoas lhe trazem harmonia e equilíbrio para tua vida? Elas te ajudam a viver e a concretizar o projeto de vida, com dinamismo e alegria? Ou essas relações privilegiadas complicam a tua vida, freando, digamos assim o teu crescimento huma¬no e espiritual?

Continue tua oração com as respostas que o Senhor lhe sugerir.

Quando você concluir cada momento de oração, procure no silêncio do teu coração dialogar mais pessoalmente com o Senhor, oferecendo-Lhe, tuas conclusões e pedindo-Lhe confirmação do que lhe parece ser realmente da Sua vontade.

    Uma vez que você passou este tempo de confronto e de conhecimento interior. Dirija agora o teu olhar no olhar do Pai, do Filho e na compainha do Espírito Santo, neste movimento trinitário, deixe o louvor brotar do teu coração.

    Para terminar, agradeça ao Senhor por Ele ter te criado, te sustentado e te doado vários dons e pelas maravilhas que Ele fez em você e através de você.

    Agradeça-O pelo teu corpo, pela tua inteligência, pelo teu estado de alma e pelo caminho que você já percorreu até hoje, e também pelo caminho que Ele está te convidando a percorrer. Que é um percurso de auto-conhecimento que te favorecerá muito na tua conversão e no teu progresso de santificação.

    Para encerrar  se volte para Maria e aos teus santos padroeiros, e num só coro reze a oração que o próprio Cristo nos ensinou.


 

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